Classificação e Números de Sílabas

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    17 de abr de 2016

    Que tal Acreditar?


    "Dedicação, Desejo e Disciplina", a metodologia dos três "Ds", estabelecida pelo senhor Miyagi no filme Karatê Kid (1984) para tornar Daniel San capaz de enfrentar as dificuldades e aprender artes marciais. Esse filme nos faz refletir sobre os desafios que educadores encontram no dia a dia. Pode-se discordar, mas na situação de tornar-se professor efetivo em qualquer rede de ensino, o exercício insistente e até enfadonho de um ou mais dos métodos acima se faz necessário.
    Quantos alunos de hoje levam para a vida uma sensação de ter praticado fortemente algum desses princípios na sua vida estudantil? Nem sabemos se isso é medido, mas qualquer professor afirmará: "Pouquíssimos dos meus alunos".
    Será que isso não se relaciona com o baixo desempenho dos nossos estudantes nas avaliações externas? Ou mesmo com a má preparação para a vida e para o trabalho? Não nós cansamos de falar em sala sobre a importância de estudar, das nossas experiências e de colegas na escola ou na vida e isso pouco adianta. O que fazer, então? Essa é a maior das indagações.
    São inúmeros os programas de engajamento, às vezes muito bem planejados, sistematizados, porém, pensados de forma mais global. As atitudes em sala, a maneira de abordar determinado assunto, o modo mais correto de incentivar os meninos, esses fundamentos são feitos à maneira como cada professor escolhe. Acredito estar aqui o ponto crucial para alavancar qualquer tipo de aprendizagem e conseguir incluir os três "Ds" na formação tão carente nos alunos de hoje.
    Cada um de nós guarda algum tipo de desejo, às vezes perto outras vezes longe de se conseguir. Perpetuar esse sentimento naquele que provavelmente ficará por mais tempo aqui e terá mais poder de realização, o nosso aluno, é uma forma de se sentir importante para algo no mundo. que tal acreditar? assumir, de fato, a nossa responsabilidade.
    Sobre a ótica de que quando um sistema vai mal todos somos responsabilizados, não cabe vangloriar-se de que a turma vai reprovar em massa ou torcer para uma piora, a fim de que mudem as gestões. estamos lidando com seres que não renascerão, por isso devemos insistir incansavelmente, afinal já sabíamos de todos os problemas antes mesmo de aceitar o desafio de ser professor. Uma vez assumido tal  ofício, esquivar-se de tamanha problemática, compactuando com os pensamentos pessimistas, é uma atitude um tanto covarde porque problemas de grandes magnitudes não se resolvem tão rapidamente.

    Texto de Antônio Carlos Amaral. Professor de Matemática. Texto publicado na revista Carta Fundamental número 60 julho/agosto-2014

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